quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O silencio fala!

o silencio fala quando
as palavras
estão trancadas na garganta
o silencio cala as palavras
para o vento não as levar
para longe

o silencio cala as palavras
para as não gastar
para ficarem arrumadas
numa gaveta
para não se inventarem
mais palavras
o silencio fala quando os gestos
perdem a razão
o silencio também fala quando as
palavras não sabem dizer nada
quando as letras que formam a palavra
silencio
ficam sem cor,o silencio fica desmaiado
a cair para o lado
eu falo no silencio que me cala, o meu silencio
fala quando não posso dizer nada

uky.marques:
29/11/2012:
foto uky:

O silencio Fala:

o silencio fala quando
as palavras
estão trancadas na garganta
o silencio  cala as palavras
para o vento não as levar
para longe
o silencio cala as palavras
para as não gastar
para ficarem arrumadas
numa gaveta
para não se inventarem
mais palavras
o silencio fala quando os gestos
perdem a razão
o silencio também fala quando as
 palavras não sabem dizer nada
quando as letras que formam a palavra
silencio
ficam  sem cor,o silencio fica desmaiado
a cair para o lado
eu falo no silencio que me cala, o meu silencio
fala quando não posso dizer nada

uky.marques:
29/11/2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Na cauda do cometa:

na cauda do cometa encrespa
o vento
as ondas encurvadas do teu
corpo
nos verdes dos teus olhos
esmeraldas
silhuetas de alabastro esculpidas
de ninfas
adormecidas na baía dos sonhos
onde as águas se aquietam
na cama feita de algas esverdeadas

pu uky.marques:
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28/11/2012:
















visto.me para que me dispas:

Visto-me para que me dispas

visto-me para que me dispas
dispo-me de mim em ti! 
fico nua
a  roupa que trago, tapa-me
a  alma e destapa-me o corpo
rasgas-mas com o teu olhar 
vagueio nua pela tua mente
minhas  vestes de papoila 
vermelha tão delicadas, que 
o vento rasgou
deixando  o seu corpo  nu
 assim me desnudas
perante o teu olhar  vagueio
na inconstância do meu sentir.
Marcada nas minhas cicatrizes
da tua loucura
Visto-me de saudade das tuas
palavras  que me  desnudam
na ausência
Das tuas saídas ou nas entradas
da tua chegada
Visto-me de solidão que quero reter 
em mim,
para que me rasgues as vestes com 
que me vesti
quando entrares em mim!
Por ti espero na minha eterna
solidão
Desnuda-me como o mar desnuda
a praia  rasgando areia 
levando-a com ele para o seu leito
espráia-se nela soltando gemidos
de prazer
em orgasmos de espuma antes do
amanhecer,
quero sentir o meu corpo molhado
com o suor salgado do teu amar!
veste-te de mim em ti
para que fiques assim desnudado
perante mim...

pu uky.marques:
im..google`:
2012:


Quero-te tanto meu amor

guardo-te num recanto
dentro de mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim

és a minha cobiça,
 minha lua que brilha
do alto dos teus cabelos
 presos em tranças
douradas

meu enleio apetecido
 lagoas do meu desejo
leio a carta que nunca
me escreves-te
atadas
com fios do arco íris

sei-te  de cor olhos
de mel
 lábios de seda
mãos de arminho
dedos de espuma
caricias de sol
minha papoila
 vermelha,
com vestes de cetim

escondida na ceara imensa
semeada em mim
águia que voa no azul do céu
nas montanhas do
sol

teu sorriso aveludado
nos longos silêncios
sem fim
 cavalo selvagem correndo
 ao vento,no cimo da lua
é o meu pensamento
embrulhado em neblina
que corre para ti

quero te tanto meu amor
volta para mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim no meu jardim

Suartekalinca
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2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Na noite apunhalada de Relâmpagos:

na noite apunhalada de relâmpagos
ausente de mim a permanência da voz
em que a água se requebra devastando
a raiz dos minerais
a minha na tua boca,na fome gulosa de
 um beijo
num lençol de caricias,a roupa entrelaçada
na cadeira,as persianas cortando-lhe a luz
no chão a chama cega,o suor a porta fechada
desnudados os teus braços no meu corpo
 o tremor da seda,acendia o olhar por ti
 deserto
teus dedos sussurrando chamas ao crepúsculo
do meu corpo,tua voz envolvida pela penumbra
das frases desgrenhando teu rosto
no fio da navalha obeliscos do fascínio, no rebentar
duma trovoada ensanguentada,neste jardim de horas
acordadas,na noite apunhalada de relâmpagos

por uky.marques:
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23/11/2012:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

perdida nos teus passos
escondida nos teus  abraços
 prendes-me com esses teus olhos
garços

Sobre as Nuvens:

sobre as nuvens  subiam
mais alto os meus
sonhos
nas ondas dondas do mar
se balouçavam as barcaças
nos dias da tempestade
nas esperanças vãs,de
puderem navegar navegar
é preciso
a outros mundos chegar
ir na corrente que o vento
suão sopra de feição
levando-me em seus braços
em pleno céu aberto vejo
 aquela
nuvem tão negra carregada
de ciume
das vestes bordadas de estrelas
prateadas da  lua
em bátegas de água de desfez
afogando os meus sonhos nas ondas
dondas do mar

pu.uky.marques.
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2/12/2012:

Mascara:

Amarrei :
as madrugadas
 ao teu silencio
nada do momento
 ficou

foi o vento que
 levou
as tuas palavras
 ditas á pressa
 cinzeladas na
argila

corpo sem rosto,
perdido no tempo

máscara de sal fustigada
pelo vento
pétalas murchas em
 lágrimas salgadas

pu.uky.marques:
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2012:

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Gosto das borboletas:

gosto de borboletas
porque podem voar
longe,gosto de rosas
orvalhadas,colhidas
 pela manhã
gosto do voo do condor
abrindo as asas ao vento
com glamour,voando
em esplendor
gosto dos silêncios,das
palavras mudas,nos gestos
irrequietos das mãos
gosto do rodopiar do vento
 no redemoinho dos
 pensamentos
gosto dum céu pintado de
 fresco
escaqueirado entre tanto azul
no silencio do amor,afogado
num posso de água fria
onde o tempo caminha sem
chegar
gosto do olhar poético,sensível
abstracto, gosto de olhar do
refazer
do recriar,do repensar
gosto do olhar o amor
escrito em letras
nas asas das borboletas:

pu.uky.marques:
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2012:

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

As cerejas são vermelhas:

as cerejas são vermelhas
suculentas carnudas sensuais
as lágrimas são cálidas agridoces
molhadas
as letras são arabescos que se
escondem nos becos das palavras
mutiladas,caminham ao longo da noite
de fracasso em fracasso,num passo
cadenciado
percorrem as vielas estreitas,das noites
dos becos sem saída,num espaço vazio
nas mãos trazem sonhos, que se lhe escoam
pelos dedos
num rectângulo iluminado,aparece a solidão
com um copo na mão, já cansada de tanta
dor gemida,ao som duma guitarra,numa longa
caminhada,as letras são arabescos
que se escondem nos becos das palavras
mutiladas

p uky.marques:
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terça-feira, 13 de novembro de 2012


BABEL
sepultei  na breve mortalha


da frase as palavras


que me morreram na boca


todas as que disse





separadas do mundo

porque se sumiram
no tempo do qual já 
não faziam parte

transladei-as para a
menina dos meus olhos
que transmitem coisas
indiviziveis, e infinitas
onde continuam vivas

na força dum olhar
que penetra na alma
de quem sabe decifra-lo  
nada nos defini
melhor que a força
de um olhar nele está
a nossa própria substancia




uky.marques


i






Na boca
morreu-te uma palavra.

Morreram mais as outras.
Todas as que disseste.

Separadas do mundo,
perdidas no tempo de que faziam parte.
Na breve mortalha da frase,
sepultas.

E não vale a pena repeti-las.

Só ficou a cinza que te envolve os lábios
que te cinge os dedos
no seco da tinta.

Ana Maria e Portugal
12 de Novembro de 2012
 —


sepultei na









domingo, 11 de novembro de 2012

deslizou-me pelo corpo
enquanto me ausentava
de mim
deixei que esvazia-se
a minha mente
dedos que me tocavam,em
movimentos leves e suaves
deliciando-me e perdendo-me
em requintes de sedução,deixei
que as palavras ficassem nuas
quando a noite perdeu o rosto
nas asas da borboleta
sem lamentos ainda ouço  o sopro
dolente do vento,onde a esperança
se balouça no ramo frágil da vida
luas de sois tingidas,no marear das
ondas
encontrei-o ao virar da minha página
bordados a fio de ouro,trago hoje os
 meus sonhos numa caixinha de madre
 pérola,onde também  guardo os meus
 segredos

pu..uky.marques:
im:google.
2012









No estilhaçar da volúpia:

no estilhaçar da volúpia
contida no desejo,de me
 teres, entras devagarinho
no meu ventre
para não acordares as ninfas
adormecidas,no fundo do teu
 mar,em palácios de vitrais

naveguei em silencio,nas ondas 
do teu mar,onde me quis abrigar
cingindo-me a ti,no calar dos teus
gemidos,contidos em mim
nas ondas quebradas,dos corpos
saciados,nos clarões d"aurora 

no grito da gaivota,no voo cadenciado
no grito desesperado,dum orgasmo  
rasgando os tules do teu olhar,velado
nos gemidos surdos do teu corpo
tomas-te-me em delírio,nos afagos 
dos teus dedos

quiseste-me por inteiro,sinto na
 boca um sabor adocicado,a pecado
num ócio de volúpia ardente
deixei que  me esvaziasses a  mente 
na ilusão que engana,sorriem-te os astros
limpas as lágrimas à chuva, quando cai



sentas-te nos terraços do céu
num éden perfumado,de delírios 
incendiando desejos entorpecidos 
de tesão,chegas-te á minha vida,
como a brisa da manhã,fresco
e suave
a tua boca sorria,não sei de onde
vinhas nos olhos trazias a luz dos
astros,em noites deslumbradas

pu.uky.marques:
im..google:
2012:

sábado, 10 de novembro de 2012

Escrevo neste livro.:

escrevo neste livro as palavras
que nunca te direi,que nascem
das pontas dos meus dedos
porque a minha voz ficou muda
no grito abafado da minha nudez
no meu peito sufocado
sem o manto verde da esperança
fico muda, neste mundo de
palavras,que nunca tas direi
num frágil fio tece aranha, a teia
que se tranforma em casulo onde
 fica aprisionada,num a manhã
que já é ontem,desnudo-me no meu 
sentir,das fontes noite e dia sempre
a correr
deixo a minha alma repousar,nos silêncios
dos meus dedos

pu..uky.marques:
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2012:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Nos degraus da saudade:

sento-me todos os dias
nos degraus da saudade
que teimou em ficar
não quis partir,como
 as folhas de outono
que levadas pelo vento 
partiram tristes
despiram-se das árvores
deixando-lhes os braços
descarnados e nus
também as pedras da calçada
sentiram a falta das suas caricias
quando as tocavam ao de leve
começa apoderar-se do meu corpo
um abandono, só quero ficar nesta letargia 
passo o tempo à espera dum não sei o quê
talvez um nada!
não quero carpir as minhas mágoas,só quero
ouvirr o silencio,cada coisa tem o seu lugar
todas elas me falam,mesmo não tendo voz
sinto-me estatelada no chão
a minha cara roça o saibro,sinto na boca
um trago forte a sangue,muitas vezes somos
mais imponentes que culpados,
o corpo fala tanto como as  palavras,percebi
que estou viva,não me posso sentar, todos os
dias,a consumir o meu ser
 nos degraus da saudade,que teimou em ficar
 
pu..uky.marques:
im:google:
2012:






terça-feira, 6 de novembro de 2012

Soltou os cabelos:

soltou os
 cabelos
 correu para
 o mar
toda a noite
 o vento
viera afocinhar
 nos areeiros
escutava as
 braçadas
de espuma
devastando
 as dunas
ouviu as fúrias
 do trovão
arrancando
 os segredos
que trazia no
 coração
sente uma força
estranha
a penetra-lhe
 a carne
sente um prazer
quase sensual
ao ver aquele
mar revolto
a fugir-lhe das
mãos
como os seus
cabelos soltos
dançando no
 vento

pu ky.marques:
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2012:


domingo, 4 de novembro de 2012

Meu corpo inquieto:


meu corpo inquieto
 reclama a tua ausência
 nos silêncios das noites
 no acordar das madrugadas
corpo irrequieto
doce melancolia,que me faz
olhar o azul do céu ,e o azul
 do mar
 na imensidade irrequieta,
 da agitação destas águas
choro a tua ausência,
recordo o teu amor
teus beijos;teus afagos
sinto que vais fugindo
no crepúsculo do vazio
que deixas em mim
repenso o passado
desvendo segredos
que guardavas n"areia
do teu "amar
estremeço sob a caricia
do ar
regresso em silencio, e
devagar
entre o azul do céu e o azul
do mar

olho as gaivotas  tão graciosas
no seu voar
 passeio sozinha, por carreiros
que antes passeava-mos os
dois
fico assim nesta melancolia
a olhar o mar
na esperança de te ver chegar

imagem google :
pu:uky.marques
2012:                                     :

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Com as minhas mãos bordei::

Com as minhas mãos bordei

com as minhas mãos bordei
 um arco íris
na íris dos teus olhos menina
para que visses a cor dos meus
 pela tardinha
desenhei um coração na lua
para saberes que era o meu
de vermelho vivo o pintei 
de noite tingiu de vermelho
as rosas brancas que te dei

pu.uky.marques:
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mas tu não vinhas:

por debaixo dum céu azul e sereno
dormiam as madrugadas,cobertas
de pequenas gotas de orvalho
pareciam brilhar na frágil claridade
do dia
eram lágrimas choradas,nos silencios
matinais
frescas e orvalhadas, estavam as rosas
que colhera para ti meu amor,
estavam tão lindas as açunenas,na sua
brancura tão pura,
mas colhi antes aquelas rosas carmesim
tão viçosas
nelas vi a chama do teu olhar,e a cor dos
 teus lábios quando sorrias para mim meu
amor,
meu eterno pesadelo,quando eu esperava por ti 
à noitinha, e tu não vinhas,por de baixo dum céu
azul 
e sereno meu amor meu amor, mas tu não vinhas

pu.uky.marques:
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