sábado, 29 de dezembro de 2012

Sândalo:

sangras a terra  com as lágrimas
que derramas,quando as tuas raízes
são feridas
mas na tua humildade perfumas o machado
com que te ferem
aromatizas com incenso o ar, com os óleos
que tens no corpo, criando paz e harmonia
cinzelam nos teus braços e nas tuas raízes
lindas esculturas
sangras a terra com  lágrimas ternas
lágrimas perfumadas de sândalo
que na tua humildade perfumas o machado
com que  te ferem

ukymarque
29/12/2012:

Na rima me perco:

Sou contrição sou acto
 poema que não vendo
nem sei quantas estrofes
tem
as palavras brotam livres
como se fossem flores
espalho-as no papel como
pétalas ao vento
que a brisa da tarde espalha
em beijos perfumados de
sequiosas caricias no teu rosto
tão delicadas como asas de uma
borboleta
na rima me perco,na singeleza
da palavra  me prendo

por ukymarques:
29/12/2012:
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

No meu desassossego:

No meu desassossego
mora
um espírito irrequieto 
que me faz  caminhar
na busca do equilibrio
para que eu me possa
encontrar

ficando comigo em sossego
destilando-me a alma em
poesia
apagando-me a mágoa  num 
doce riso 
emergindo em mim tanta
magia

por ukymarques:
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28/12/2012:


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sou um nómada:

Sou um nómada
ando de terra em
terra
quando parto deixo
um coração desfeito

vivo do amor dou-me
por inteiro
mas não me prendo sou
um nómada ando te terra
em terra

não gosto de ficar prisioneiro
bela morena que feitiço há em
ti?
bebi água naquela fonte na quela
manhã em que te vi

teus olhos de garça  que sorriram
para mim,foste minha carcereira
assim que os vi,não sei que feitiço
há em ti


bela morena por quem me deixei
prender
se tu quiseres serei para sempre teu
prisioneiro
e terás o meu mor por inteiro

por ukymarques:
pu..26/12/2012:
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:







terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Deixei-me prender:

Deixei me prender na teia 
que teceste com fios 
transparentes
tropeço sem ver nas tuas
manhas tão estranhas,são 
armadilhas
que me fazem cair nos teus
braços que me enlaçam são os
teus  lábios vermelhos que me
atiçam
são os fios transparentes do amor
que me atam os sentidos e os deixam
dormentes
tece aranha laboriosa tão intrincada teia
ficando nela presa
assim fico eu na teia que me teces, tropeço
sem ver nas tuas manhas tão estranhas

por ukmarques:
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 26/12/2012:



Encrespa o vento.

Encrespa o vento nas ondas
encurvadas do teu corpo
as letras flutuantes da palavra
amante
murmuras segredos entrelaças
os dedos

rasgas as vestes na raiva do
tempo que te despe
ris choras, procuras nas gavetas
escancaradas pelo chão
os sentimentos do coração corres
louca no emaranhado dos teus sonhos

ferindo-te nas arestas quebradas dos
teus desamores
rosa colhida no roseiral da vida passada
de mão em mão
perfume perdido em noites de ilusão
por ukymarques:
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25/12/2012:



sábado, 22 de dezembro de 2012

Sei-te de cor:

Sei de cor as palavras
que lavraste
nos sulcos do rosto no
tempo
sei-te de cor quando passas
a língua no fio da navalha

com que esfaqueias a noite
na tua voz rouca
cantado o fado vadio no beco
da saudade

sei-te de cor quando me tacteiam
as tuas mãos à procura de mim
sei-te de cor,quando bates à minha
porta

quando te toca o salitre da saudade
sei-te de cor nas palavras que me
vais dizer quando te abro a porta
de mim

por ukymarques:
im..google:
pu 23/12/2012:





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Naquele mar:

Naquele mar
pedaço do teu 
olhar
que se prende
em mim
onda que se faz
espuma
nas palavras
que se escondem
por fim
diluídas em sons
num búzio
escondo no areal
onde te encontro
à beira do mar

pu ukymarques:
im..google:.
22/12/202:

O teu corpo perdia-se


exta-feira, 27 de Janeiro de 2012


O teu corpo perdia-se no meu:

quando o dia se aninhava
na noite quando os astros
vinham  beber na lua
o teu corpo perdia-se no
 meu

em ondas de volúpia ardente
e febris desejos que me 
doíam nas veias
 percorria-me o corpo um
 sangue quente
que me deixava na boca
um sabor acre

nunca partiste de mim

ainda te quero
como sempre te quis no
silencio das luas
no alvorar das madrugadas

neste dormir de brilhos azulados
 nas lágrimas que o vento chora 
onde bebem os meus sonhos
nas águas esverdeadas
do  mar
nas praias despenhadas

as minhas mãos trazem restos

da tua imagem
que ficaram espalhados pelas dunas
onde os nossos corpos soados e nus
se fundiam num dormir de amantes
enlaçados ébrios de amor

pu..uky.marques::
im...google::
2012::

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Penetraram em teu coração:

Pequenos fragmentos de luz
penetraram no teu coração
abrindo-se em alardes de amor
na nudez extraviada da palavra

na insónia duma madrugada
na magma escaldante da paixão 
em anciãs de luxuria,na beleza
do teu corpo viril,em cada recanto
teu, quero me perder

pu.ukymarques:
im..google:
18/12/2012:

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Num pequeno fio de água
que corre lento
desenhando sulcos na areia
molhada
meus olhos vêem  teu corpo
assim desnudado musa dos
meus sonhos

verte assim n'areia deitada
das tuas vestes despojada
musa do meu amor e da minha
melancolia
esse pequeno fio de água que
corre lento é somente uma lágrima
minha

por ukymarques.
pin.Luis Dourdil
18/12/2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

vestes os poemas de sedas

vestes os poemas de
sedas
na fresta do teu olhar
dedilhas por teus dedos
em notas musicadas teu
corpo lido
na batuta do maestro
exaltada sinfonia onde
és cantata
 num hino de louvor teu
corpo mulher

uky marques:
im..google.
2012:

Sobre o azul aveludado do céu:

Sobre o azul  aveludado do céu nasceu um pais
que haveria de ser o meu a seus pés tinha um
o mar,belo grande sem limites  deixando-se
navegar
mais acima tinha uma montanha que serra
da estrela se viria a chamar depois da época
glaciar, entre serras e mares, muitos outros
lugares, nasceram rios nasceram cidades que
muitas gentes quiseram conquistar antes de o
de o meu país se chamar Portugal
tantas gentes vieram, todos o queriam disputar
vivendo entre fragas e vales até à beira litoral
uma miscelânea de culturas tão rica quanto
estranha, talvez seja a árabe que mais me fascina
até que um dia um homem chamado de Afonso
 Henriques zangou-se com a mãe de seu nome
Teresa, mas antes houve um homem chamado
Ábides que foi o primeiro rei dos lusitanos,
 assim somos chamados ainda hoje lusitanos ou
Pátria Lusa
 mas Afonso Henriques cismou que queria ser Rei
e deste pequeno burgo,fez o seu reino tornando-se assim
o  primeiro Rei de Portugal
fez o seu reino expulsando todo e qualquer gentio todas
as terras percorreu até chegar à Lisboa que antes outro nome
tinha
acabando por expulsar os árabes e outros que ainda resistiam
era uma terra de ruas apertadas que se debruçavam sobre um rio
que mais tarde se viria a chamar Tejo
de águas calmas e de olhar doce sempre namorou esta terra que mais
tarde se chamou de Lisboa e ela também se apaixonou pelo doce e tranquilo
Teijo(ejo)de olhar doce num muralhar mavioso das suas águas,dele viu a sua
 Lisboa partirem naus de homens valentes e destemidos,à procura de novos mundos
dando ao mundo novos saberes
agora triste Lisboa debruçasse sobre a sua janela derramando as suas lágrimas sobre o Tejo
na angustia de ver desmembrado todo um Pais por Dom Afonso Henriques conquistado todo
Vendido ao desbarato
Onde estás Ó Orgulho da Pátria Lusa?lLevanta do Chão as Esteiras em que te Deitas Levanta os  Braços e Grita Basta!!!! Meus Irmãos Vamos para a Luta Salvemos a Nossa Nação!! com Todo Amor que Ainda Há no nosso Coração!

ukymarques:
17/12/2012:
im..google:

domingo, 16 de dezembro de 2012

Muros do meu silencio:


Transborda-me
a raiva
contida dentro
mim
no espaço apertado
que tenho de ti

estilhaçando-se
nos
muros do meu
silencio
no rio que arrasto
comigo na guarida
da foz que me
abriga

por ukymarques:
im..google:
16/12/2012:

Universo eu sou:


DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO DE 2012

Universo eu sou:

Universo eu sou:

sou uma parte
ínfima do pó
cósmico
que me habita

condenada estou
a que me torne pó
cinza até que exausta
me finde

quero viver até aos
limites
da vida sem cercas que
me prendam quero viver
livre

a vida que me calhou
na tombola gigante que
roda sem parar e o destino
me traçou

quero sentir que sou alguém
não quero que passeiam mudos
os meus sentidos
nem os meus olhos chorem

por ukymarques:
im...google:
16/12/2012:


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

nos teus lábios me sacio

no teu enlevo me elevo
nas asas do teu desejo
quero posar
alheado do mundo
nos teus abraços quero
ficar
terra do mel jorrando
nos teus lábios me sacio
na singeleza do teu olhar
quero mergulhar
na alvura do teu corpo quero
repousar
de seda ou cambraia fina são
são tecidas as asas dos teus
desejos
sublime  encanto me devasta que
neles quero ficar

ukymarques.
im..gggogle.
13/1272012:



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Esperança:

Despiram-se as árvores das suas
vestes verde, cor esperança
vem num tropel nevoento o mau
presságio, espreitar à frincha do meu
desalento
num tempo cada vez mais escasso, num
sonho doloroso
nem um sopro de esperança, o vento me traz
no desmaiar da tardinha,quando o sol adormece
e a noite vai chegar,traz com ela muita tristeza
a muitos lares na mesa falta o pão,não há nada
para acompanhar
tanta gente esquecida, na solidão das suas vidas
onde a esperança anda tão escondida,longe da
abastança, e da palavra amiga(esperança) perdidos
e embriagados adormecem anestesiados,com a 
indiferença dos mais afortunados
mas eu quero ter lindos sonhos, cheios de esperança
mesmo não sabendo quando se vão realizar
eu quero acreditar, que a esperança um dia vai voltar

pu ukymarques:
im..google.
2012:



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Por mim esculpidas:

Em cinzeladas de
cristal
por minhas mãos
esculpidas
foram escritas as
palavras
com que te vesti
poema mulher em
sedas envolvida
na prosa sentida
por meus lábios
declamada em
lençóis de cetim
deitada
de caricias te penteei
nas manhas mudas
dos teus afagos sentires
amores
em cristal foram cinzeladas
as palavras por mim esculpidas

uky marques:
.im..google:
2012:



Em doces gotas:

Em doces gotas
se soltam
os murmúrios
da água
nos teus olhos
lágrimas se salgam
nas verdes
águas do mar
onde a lua de noite
se vai banhar

pu.ukymarques:
im...google:
1o/12/2012:

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nada mais que sombras:

Vejo sombras
nada mais
que sombras
por uma pequena
fresta entreaberta
na memória
fios de seda que
rompem na crisálida
noite quando se faz
dia
nada fica somente
sombras

Pu ukymarques:
im..google:
9/12/2012:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vou pintar um quadro

Vou pintar um quadro
belo da tua imagem
que ficara eternizado
na tela
a tua imagem insurge-se
pelos interiores da 
linguagem
vou pintar a beleza das tuas
frases com pinceladas
multicolores vou guarda-las 
num baú chamado coração
fecho os olhos sinto os teus
dedos percorrendo-me o corpo
em leves movimentos
dou asas à imaginação sinto as tuas
caricias por entre os dedos sussurrando
chamas
rebolo o corpo nos lençóis onde  a tua
alma arde em suave erecção
nos orgásmicos êxtases  de satisfação

por uky.marques:
im..google:
pu..5/12/2012:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Perdi-me

Perdi-me dentro dos teus
versos
amor que me procuras
na noite boémia
ando de viela em viela
bato na porta ao lado
da tua
enganei-me na rua
ouvi  uns versos que
 não eram os teus
mas sim os meus
que foram
cantados à luz da
candeia
numa noite de lua 
cheia perdi-me noss
teus versos amor
que afinal
eram os meus  mas já
não ouço com nitidez
perdi-me dentro dos
teus versos
amor que me procuras
na noite boémia onde
ando de viela em viela
bato na porta ao lado da
tua
perdida dentro dos teus
versos
enganei-me na rua

por uky.marques.
im...google:
2012:

a lua esta gravida: Autora Uky Stravangazza:



A lua esta cheia redonda
prateada
a lua esta gravida
do sol que a beijou
que por ela se enamorou
nos seus bracos a tomou
numa cama de estrelas
a deitou

sábado, 1 de dezembro de 2012

Toquei o Silencio da Terra:

sentei-me numa pedra no meio
 da serra
toquei o silencio da terra, o silencio
de mim
sinto o cheiro a rosas e jasmim
a rosmaninho e alecrim madre
 silva erva cidreira

da terra ventre em mim, mar sem
 fim gerador de vida
estrelas a brilhar pedras a rolar
 no meu caminho são meteoritos
estrelas cadentes
palavras que rolam na ponta dos
dedos

 são caricias enlaçadas no regaço
da mãe
são gotas de chuva no ventre da
terra
são letras flutuantes da palavra
errante
são lembranças embaciadas pela
saudade de ti minha mãe

pu uky.marques:
im google:

/12/2012:


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O silencio fala!

o silencio fala quando
as palavras
estão trancadas na garganta
o silencio cala as palavras
para o vento não as levar
para longe

o silencio cala as palavras
para as não gastar
para ficarem arrumadas
numa gaveta
para não se inventarem
mais palavras
o silencio fala quando os gestos
perdem a razão
o silencio também fala quando as
palavras não sabem dizer nada
quando as letras que formam a palavra
silencio
ficam sem cor,o silencio fica desmaiado
a cair para o lado
eu falo no silencio que me cala, o meu silencio
fala quando não posso dizer nada

uky.marques:
29/11/2012:
foto uky:

O silencio Fala:

o silencio fala quando
as palavras
estão trancadas na garganta
o silencio  cala as palavras
para o vento não as levar
para longe
o silencio cala as palavras
para as não gastar
para ficarem arrumadas
numa gaveta
para não se inventarem
mais palavras
o silencio fala quando os gestos
perdem a razão
o silencio também fala quando as
 palavras não sabem dizer nada
quando as letras que formam a palavra
silencio
ficam  sem cor,o silencio fica desmaiado
a cair para o lado
eu falo no silencio que me cala, o meu silencio
fala quando não posso dizer nada

uky.marques:
29/11/2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Na cauda do cometa:

na cauda do cometa encrespa
o vento
as ondas encurvadas do teu
corpo
nos verdes dos teus olhos
esmeraldas
silhuetas de alabastro esculpidas
de ninfas
adormecidas na baía dos sonhos
onde as águas se aquietam
na cama feita de algas esverdeadas

pu uky.marques:
im...google:
28/11/2012:
















visto.me para que me dispas:

Visto-me para que me dispas

visto-me para que me dispas
dispo-me de mim em ti! 
fico nua
a  roupa que trago, tapa-me
a  alma e destapa-me o corpo
rasgas-mas com o teu olhar 
vagueio nua pela tua mente
minhas  vestes de papoila 
vermelha tão delicadas, que 
o vento rasgou
deixando  o seu corpo  nu
 assim me desnudas
perante o teu olhar  vagueio
na inconstância do meu sentir.
Marcada nas minhas cicatrizes
da tua loucura
Visto-me de saudade das tuas
palavras  que me  desnudam
na ausência
Das tuas saídas ou nas entradas
da tua chegada
Visto-me de solidão que quero reter 
em mim,
para que me rasgues as vestes com 
que me vesti
quando entrares em mim!
Por ti espero na minha eterna
solidão
Desnuda-me como o mar desnuda
a praia  rasgando areia 
levando-a com ele para o seu leito
espráia-se nela soltando gemidos
de prazer
em orgasmos de espuma antes do
amanhecer,
quero sentir o meu corpo molhado
com o suor salgado do teu amar!
veste-te de mim em ti
para que fiques assim desnudado
perante mim...

pu uky.marques:
im..google`:
2012:


Quero-te tanto meu amor

guardo-te num recanto
dentro de mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim

és a minha cobiça,
 minha lua que brilha
do alto dos teus cabelos
 presos em tranças
douradas

meu enleio apetecido
 lagoas do meu desejo
leio a carta que nunca
me escreves-te
atadas
com fios do arco íris

sei-te  de cor olhos
de mel
 lábios de seda
mãos de arminho
dedos de espuma
caricias de sol
minha papoila
 vermelha,
com vestes de cetim

escondida na ceara imensa
semeada em mim
águia que voa no azul do céu
nas montanhas do
sol

teu sorriso aveludado
nos longos silêncios
sem fim
 cavalo selvagem correndo
 ao vento,no cimo da lua
é o meu pensamento
embrulhado em neblina
que corre para ti

quero te tanto meu amor
volta para mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim no meu jardim

Suartekalinca
im..googl:
2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Na noite apunhalada de Relâmpagos:

na noite apunhalada de relâmpagos
ausente de mim a permanência da voz
em que a água se requebra devastando
a raiz dos minerais
a minha na tua boca,na fome gulosa de
 um beijo
num lençol de caricias,a roupa entrelaçada
na cadeira,as persianas cortando-lhe a luz
no chão a chama cega,o suor a porta fechada
desnudados os teus braços no meu corpo
 o tremor da seda,acendia o olhar por ti
 deserto
teus dedos sussurrando chamas ao crepúsculo
do meu corpo,tua voz envolvida pela penumbra
das frases desgrenhando teu rosto
no fio da navalha obeliscos do fascínio, no rebentar
duma trovoada ensanguentada,neste jardim de horas
acordadas,na noite apunhalada de relâmpagos

por uky.marques:
im..google:
23/11/2012:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

perdida nos teus passos
escondida nos teus  abraços
 prendes-me com esses teus olhos
garços

Sobre as Nuvens:

sobre as nuvens  subiam
mais alto os meus
sonhos
nas ondas dondas do mar
se balouçavam as barcaças
nos dias da tempestade
nas esperanças vãs,de
puderem navegar navegar
é preciso
a outros mundos chegar
ir na corrente que o vento
suão sopra de feição
levando-me em seus braços
em pleno céu aberto vejo
 aquela
nuvem tão negra carregada
de ciume
das vestes bordadas de estrelas
prateadas da  lua
em bátegas de água de desfez
afogando os meus sonhos nas ondas
dondas do mar

pu.uky.marques.
im...google:
2/12/2012:

Mascara:

Amarrei :
as madrugadas
 ao teu silencio
nada do momento
 ficou

foi o vento que
 levou
as tuas palavras
 ditas á pressa
 cinzeladas na
argila

corpo sem rosto,
perdido no tempo

máscara de sal fustigada
pelo vento
pétalas murchas em
 lágrimas salgadas

pu.uky.marques:
im..google:
2012:

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Gosto das borboletas:

gosto de borboletas
porque podem voar
longe,gosto de rosas
orvalhadas,colhidas
 pela manhã
gosto do voo do condor
abrindo as asas ao vento
com glamour,voando
em esplendor
gosto dos silêncios,das
palavras mudas,nos gestos
irrequietos das mãos
gosto do rodopiar do vento
 no redemoinho dos
 pensamentos
gosto dum céu pintado de
 fresco
escaqueirado entre tanto azul
no silencio do amor,afogado
num posso de água fria
onde o tempo caminha sem
chegar
gosto do olhar poético,sensível
abstracto, gosto de olhar do
refazer
do recriar,do repensar
gosto do olhar o amor
escrito em letras
nas asas das borboletas:

pu.uky.marques:
im..google.
2012:

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

As cerejas são vermelhas:

as cerejas são vermelhas
suculentas carnudas sensuais
as lágrimas são cálidas agridoces
molhadas
as letras são arabescos que se
escondem nos becos das palavras
mutiladas,caminham ao longo da noite
de fracasso em fracasso,num passo
cadenciado
percorrem as vielas estreitas,das noites
dos becos sem saída,num espaço vazio
nas mãos trazem sonhos, que se lhe escoam
pelos dedos
num rectângulo iluminado,aparece a solidão
com um copo na mão, já cansada de tanta
dor gemida,ao som duma guitarra,numa longa
caminhada,as letras são arabescos
que se escondem nos becos das palavras
mutiladas

p uky.marques:
im..google:
in.2012:

terça-feira, 13 de novembro de 2012


BABEL
sepultei  na breve mortalha


da frase as palavras


que me morreram na boca


todas as que disse





separadas do mundo

porque se sumiram
no tempo do qual já 
não faziam parte

transladei-as para a
menina dos meus olhos
que transmitem coisas
indiviziveis, e infinitas
onde continuam vivas

na força dum olhar
que penetra na alma
de quem sabe decifra-lo  
nada nos defini
melhor que a força
de um olhar nele está
a nossa própria substancia




uky.marques


i






Na boca
morreu-te uma palavra.

Morreram mais as outras.
Todas as que disseste.

Separadas do mundo,
perdidas no tempo de que faziam parte.
Na breve mortalha da frase,
sepultas.

E não vale a pena repeti-las.

Só ficou a cinza que te envolve os lábios
que te cinge os dedos
no seco da tinta.

Ana Maria e Portugal
12 de Novembro de 2012
 —


sepultei na









domingo, 11 de novembro de 2012

deslizou-me pelo corpo
enquanto me ausentava
de mim
deixei que esvazia-se
a minha mente
dedos que me tocavam,em
movimentos leves e suaves
deliciando-me e perdendo-me
em requintes de sedução,deixei
que as palavras ficassem nuas
quando a noite perdeu o rosto
nas asas da borboleta
sem lamentos ainda ouço  o sopro
dolente do vento,onde a esperança
se balouça no ramo frágil da vida
luas de sois tingidas,no marear das
ondas
encontrei-o ao virar da minha página
bordados a fio de ouro,trago hoje os
 meus sonhos numa caixinha de madre
 pérola,onde também  guardo os meus
 segredos

pu..uky.marques:
im:google.
2012









No estilhaçar da volúpia:

no estilhaçar da volúpia
contida no desejo,de me
 teres, entras devagarinho
no meu ventre
para não acordares as ninfas
adormecidas,no fundo do teu
 mar,em palácios de vitrais

naveguei em silencio,nas ondas 
do teu mar,onde me quis abrigar
cingindo-me a ti,no calar dos teus
gemidos,contidos em mim
nas ondas quebradas,dos corpos
saciados,nos clarões d"aurora 

no grito da gaivota,no voo cadenciado
no grito desesperado,dum orgasmo  
rasgando os tules do teu olhar,velado
nos gemidos surdos do teu corpo
tomas-te-me em delírio,nos afagos 
dos teus dedos

quiseste-me por inteiro,sinto na
 boca um sabor adocicado,a pecado
num ócio de volúpia ardente
deixei que  me esvaziasses a  mente 
na ilusão que engana,sorriem-te os astros
limpas as lágrimas à chuva, quando cai



sentas-te nos terraços do céu
num éden perfumado,de delírios 
incendiando desejos entorpecidos 
de tesão,chegas-te á minha vida,
como a brisa da manhã,fresco
e suave
a tua boca sorria,não sei de onde
vinhas nos olhos trazias a luz dos
astros,em noites deslumbradas

pu.uky.marques:
im..google:
2012:

sábado, 10 de novembro de 2012

Escrevo neste livro.:

escrevo neste livro as palavras
que nunca te direi,que nascem
das pontas dos meus dedos
porque a minha voz ficou muda
no grito abafado da minha nudez
no meu peito sufocado
sem o manto verde da esperança
fico muda, neste mundo de
palavras,que nunca tas direi
num frágil fio tece aranha, a teia
que se tranforma em casulo onde
 fica aprisionada,num a manhã
que já é ontem,desnudo-me no meu 
sentir,das fontes noite e dia sempre
a correr
deixo a minha alma repousar,nos silêncios
dos meus dedos

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Nos degraus da saudade:

sento-me todos os dias
nos degraus da saudade
que teimou em ficar
não quis partir,como
 as folhas de outono
que levadas pelo vento 
partiram tristes
despiram-se das árvores
deixando-lhes os braços
descarnados e nus
também as pedras da calçada
sentiram a falta das suas caricias
quando as tocavam ao de leve
começa apoderar-se do meu corpo
um abandono, só quero ficar nesta letargia 
passo o tempo à espera dum não sei o quê
talvez um nada!
não quero carpir as minhas mágoas,só quero
ouvirr o silencio,cada coisa tem o seu lugar
todas elas me falam,mesmo não tendo voz
sinto-me estatelada no chão
a minha cara roça o saibro,sinto na boca
um trago forte a sangue,muitas vezes somos
mais imponentes que culpados,
o corpo fala tanto como as  palavras,percebi
que estou viva,não me posso sentar, todos os
dias,a consumir o meu ser
 nos degraus da saudade,que teimou em ficar
 
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Soltou os cabelos:

soltou os
 cabelos
 correu para
 o mar
toda a noite
 o vento
viera afocinhar
 nos areeiros
escutava as
 braçadas
de espuma
devastando
 as dunas
ouviu as fúrias
 do trovão
arrancando
 os segredos
que trazia no
 coração
sente uma força
estranha
a penetra-lhe
 a carne
sente um prazer
quase sensual
ao ver aquele
mar revolto
a fugir-lhe das
mãos
como os seus
cabelos soltos
dançando no
 vento

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domingo, 4 de novembro de 2012

Meu corpo inquieto:


meu corpo inquieto
 reclama a tua ausência
 nos silêncios das noites
 no acordar das madrugadas
corpo irrequieto
doce melancolia,que me faz
olhar o azul do céu ,e o azul
 do mar
 na imensidade irrequieta,
 da agitação destas águas
choro a tua ausência,
recordo o teu amor
teus beijos;teus afagos
sinto que vais fugindo
no crepúsculo do vazio
que deixas em mim
repenso o passado
desvendo segredos
que guardavas n"areia
do teu "amar
estremeço sob a caricia
do ar
regresso em silencio, e
devagar
entre o azul do céu e o azul
do mar

olho as gaivotas  tão graciosas
no seu voar
 passeio sozinha, por carreiros
que antes passeava-mos os
dois
fico assim nesta melancolia
a olhar o mar
na esperança de te ver chegar

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Com as minhas mãos bordei::

Com as minhas mãos bordei

com as minhas mãos bordei
 um arco íris
na íris dos teus olhos menina
para que visses a cor dos meus
 pela tardinha
desenhei um coração na lua
para saberes que era o meu
de vermelho vivo o pintei 
de noite tingiu de vermelho
as rosas brancas que te dei

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mas tu não vinhas:

por debaixo dum céu azul e sereno
dormiam as madrugadas,cobertas
de pequenas gotas de orvalho
pareciam brilhar na frágil claridade
do dia
eram lágrimas choradas,nos silencios
matinais
frescas e orvalhadas, estavam as rosas
que colhera para ti meu amor,
estavam tão lindas as açunenas,na sua
brancura tão pura,
mas colhi antes aquelas rosas carmesim
tão viçosas
nelas vi a chama do teu olhar,e a cor dos
 teus lábios quando sorrias para mim meu
amor,
meu eterno pesadelo,quando eu esperava por ti 
à noitinha, e tu não vinhas,por de baixo dum céu
azul 
e sereno meu amor meu amor, mas tu não vinhas

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Eram áridas as tuas palavras:

Eram áridas as tuas palavras:

eram áridas as tuas palavras
ditas na lonjura do sentimento
parcas eram as estrelas do céu
alumiando o meu destino
que entra sem bater,nem sequer
eu o chamar
sem qualquer parcimónia,me vem 
procurar
ténues raios de sol que vêm morrer 
à tardinha no tombar da noite
 infiltrando-se-me na alma dolorida
um eflúvio dormente,e perfumado
chega até mim
embriagando-me os sentidos  
numa luz crepuscular,vejo a tua silhueta 
esbatida na amplidão etérea, onde já não
chegam até mim as tuas áridas palavras
na lonjura do sentimento,ficando perdidas
para lá do tempo

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sobre um mar de esmeraldas:

sobre um mar de esmeraldas
em safra lapidada entre o céu
e a terra
o pescador labuta,com um misto
de divino e profano
deita as redes às águas límpidas
do oceano
que o chama,de cores celestes
onde as nuvens saciam a sede
num ritual sagrado
puxando a rede no feitiço da cor
ao por do sol ao entardecer
neste mar tão criador na magnitude
da força e do saber
onde as sombras dos fantasmas
não os inquietam nem atormentam
na labuta dos seus braços,na procura
do sustento
 que nas redes trazem tantos peixes
grandes reluzentes ao longo da água
suave e queda
na praia que o acolhe. sobe o céu
iluminado de estrelas

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Veio o outono e os pássaros partiram:

veio o outono os pássaros partiram
não sei onde foram pernoitar
também os rios correm para o mar
e os barcos estão no cais, sem vontade
de navegar

eu chamei o mar mas ele não deu sinais
de me ter ouvido
deixou escapar um gemido longo e surdo
e a sua raiva esvaiu-se nele,embaraçado
começou a chorar

no outono tem o mar tendência para a 
depressão maníaca ou depressiva
fica calado a olhar,fixando os pássaros a
voar
também eu fico de olhos fechados,deitada
na areia a repousar,ouvindo o mar a suspirar 
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sábado, 27 de outubro de 2012

Se eu pudesse reter-te minha memória:

se eu pudesse reter-te intacta
 minha memória,
se eu soubesse como te alimentar
fazer-te crescer,e fortalecer
se eu soubesse, como reter-te
minha memória
tenho medo que comeces a
enfraquecer
e pouco a pouco,te vás afastando
e me vás deixando,tenho medo
de não saber, em que tempo estou
e de quem fui,ou quem sou,acredita
que não quero que te vás embora
não me deixes,minha memória
não te afastes de mim,não me deixes
cair no vácuo,sem vontade,e sem sentir
ai se eu pudesse reter-te intacta minha
memória
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Chegas-te à minha vida:

chegaste à minha vida
vinda não sei de onde
fresca e suave como
a brisa da manhã
a tua boca era como
as cerejas vermelhas
suculentas,e carnudas
nos olhos trazias a luz
dos astros em noites
deslumbradas de verão
luzindo serenos
,tranquilos
às vezes vulcão
 ardente
pulverizando-me com
 a lava incandescente
de sonhar-te ando
perdido
em devaneios loucos,
 te sonho
beijo-te em silencio
tenho medo que
 acordes
 e saias de mim
onde habito em ti
oscilo entre o desejo
de ti
 e o desespero
de não seres real
deliro meu tão
cheio de ilusão
chegas-te à minha
 vida
fresca e suave como a
 brisa da manhã
depois de uma noite de
 verão

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