quinta-feira, 19 de abril de 2018

alpendres suspensos

Alpendre de azuis suspensos
de onde se pode ver a praia
a onda escrevinhando o seu
percurso
na solidão das estrelas esmeriladas
levando a luz na onda viva
no tépido de breves madrugadas
nas emoções ressuscitadas  da vida
hora de deitar as redes ao mar
sem horizontes nem distancias
até o sol aprende a derramar azuis
nas esmeraldas repousadas nas,
algas verdes que dormitam no leito do,
mar,feito de sal
murmúrios flutuantes rodam,
na rocha imóvel,berço de espuma
árduo queixume de orgasmos,coibidos
no salitre do tempo,na raiz dos sargaços
do mar,curvados ao peso da idade

por ukymarques:
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Quando Quando a lua cresce nos meus olhos

Quando a lua cresce dentro dos meus olhos
como ressonâncias fundas,tons convulsos 
de soluços florescem nas buganvilias
nas madrugadas das minhas primaveras
ao sol do meio dia,quando o vento geme
com a ilusão  fugaz da calmaria,pela,
qual a minha alma anseia,horizontes,
de brumas,que os ventos sopram para correr
sem rumos, à branca luz dos dedos,reflectida,
na ardósia negra onde boto as minhas mágoas
com pau de giz branco,alvoradas sorrindo,
nos cumes das montanhas,com luas disfarçadas
de sois, de tons alaranjados, dourando  as nuvens,
acasteladas no meu céu
meu corpo  diluindo-se na verdade,de tudo que tem um principio
tem um fim,um dia quando,a lua deixar de crescer nos meus olhos
e só houver o sussurrar do mar a chamar por mim

por ukymarques:
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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Jardins suspensos no alto do meu ego
cantarias desordenadas das portas
que anulam a beleza,imaginaria
das transparências das pinturas,
interiores, dum corpo sonhador
troncos de estátuas,sem braços
juncados pelo chão,onde  jaz
uma barcaça esquelética, fazendo,
lembrar,os dias gloriosos
dum mar cheio de glória,
mar fecundado,tão rico e tão longo
cheio de vida,pulsando alegre,no som
dos apitos nas manhãs,de densa neblina
antes de aportar ao cais
onde se desnuda dos apetrechos,entre o céu,
 a terra,empalidece a tarde, triste e só, fica
ali a barcaça esquelética,outrora tão cheia de glamour
abandonada e desiludida,já não é dia,de folia,
agora só há noites para pensar
voltei-me para trás para ver se voltavas
mas nem sequer consegui ver,as cantarias desordenadas
das portas suspensas,do jardins do meu ego
apenas os meus olhos,tristes,ficam parados ,
sem fitar coisa nenhuma,áh! mas ainda me resta
o cheiro à maresia do teu corpo com sabor a vida

por ukymarques
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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Momentos de muitas emoções:

Momentos de muitas emoções,
no abraço que te dou
fico no silencio suspenso,do ar
só ouvindo o tic tac,do teu (meu coração
paira o tempo no espaço,que  eu,quero,
só nosso
as minhas palavras .mesmo caladas
respondem às tuas,
sinto nos meus braços, o pulsar do teu coraçao
 no sangue quente que corre nas tuas veias
fecho os olhos,e assim desnudo os segredos
do nosso amor,assim como tu os desnudaste também

por ukymarques:
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Tatuada na pele:

Tatuada na pele a palavra invisível,saudade
quantas aguas já passaram,por debaixo
daquela ponte, suspensa no meu olhar perdido
naquele sol,acabado de se aninhar no mar
emocionante,como as lágrimas se soltam,
dos meus olhos, indo enterrar-se por debaixo,
dos meus pés
fazendo-me sentir uma brisa suave, do entardecer
amortecendo-me a dor da ausência,acordada sonho
jardins a florir no espargir, das gotas de água lançadas
no ar pela onda,que se agiganta perto de mim
alheia ao que faço ali,
os meus males são meus apenas,fito o tempo abandonado
na raiz dos minerais, escondidos, em  mim,olho as minhas,
mãos e vejo o tempo a escoar-se-me por entre os dedos
abro-as,somente vejo nelas as linhas com que a vida,
me costurou
a noite vai vindo lentamente,aproxima-se com passinhos
suaves como a lã, vai-me cerzindo suavemente, os buraquinhos
que as tempestades da vida me fizeram :

por ukymarques;
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Feiticeiro:

Como eu gostava de ser feiticeiro,
ou mágico
gostava de dançar com as palavras
ou fazer malabarismos
porque a poesia não tem que ser 
só rimas
não precisa de rimar,para se entender
a beleza das palavras,inventadas
palavras que nascem na ponta dos dedos
palavras espontâneas,
que dançam sobre as águas do mar
alumiadas ao longe,pela luz do farol
prateando as águas que dormem mansas 
no leito calmo,dos oceanos  cansados
talvez a poesia seja como a fina arte
do estuque,que nasce das mãos do mestre
estucador,no rabisco dos tectos dos céus
que se desenham diante dos nossos olhos,
como quadros pendurados nas paredes, 
do nosso imaginário
tectos de azul cobalto,pincelados de branco
na infinidade dos nossos sonhos
ante o luar que nasce,ao longe,
nos rituais do tempo,almejado pelos corações
apaixonados :

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

fugidia plenitude,do pensar
numa noite de frio,junto da chama
que dança frenética na lareira,
acesa do meu corpo
pela noite de febre,noite que,
me afoga de calor,sempre,
que penso na auréola do teu olhar
são olhos de paixão
veneno mortal que me dilacera
a alma
meus lábios desnudados,esperam
o calor suave e doce dos teus
 para apaziguar esta loucura
que me percorre
lava escaldante que me,
consome
saudade corruptora dos meus,
sentires

ukymarques:

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