segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Que alegria:

Se te sentares no alto da montanha
verás que bonito é o azul do céu
talvez penses!que alegria tamanha
ver os pássaros voarem a meus pés
sentir na cara a brisa lavada da manhã
entre os  raios de sol despontando
o dia

por ukymarques:
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Como é frágil o pensamento

Como é frágil o  pensamento
cansado
recordando o castanheiro
da minha meninice tacteando
as palavras que me faltam na ponta,
dos dedos já gastos
no emaranhado de ideias pouco
lúcidas,neste horizonte imenso
as horas passam devagar
n'angustia dum olhar perdido
na flor do castanheiro da
minha meninice,exalando um aroma
exótico
precisava de um sitio sem memórias
um sitio onde eu pudesse ser,quem eu
quisesse,condor com assas de vento:


por uky marques:
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dilui-se a noite na madrugada

Diluiu-se a noite na madrugada
dormindo o sonho,no raiar do sol
nascente
enquanto as aves canoras cantavam
alegres um hino à vida,enquanto os,
meus lábios esboçavam um sorriso
dorminhoco,com preguiça de acordar
enquanto o sol,fazia sentir o seu reflexo
nos rios nascentes,dos meus olhos,
no amanhecer dourado das pradarias
da minha memória,no ciclo sempre
renovado da vida,no vai e vem
das borboletas,poisando de flor em flor
no equilibro,d'um suspiro do tempo

por ukymarques:
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sou assim:

Sou  assim
algo  de tudo
quase nada
composto
feito gente
células
pele
sangue
minérios,
vários
meu sentir
ar
fogo
mar
essência
do que fui
ainda o sou
pigmentos
céu azul
céu alaranjado
quando o sol
se esconde
lua prateada
na noite
calma
voo de pássaro
 no sussurro
do tempo
lençol branco
de espuma
no leito onde
me deito
linho fresco
estendido na
eira
fiado na roca
da vida
destilada no
alambique
onde fervilham
mundos
longínquos
onde serei outra vez renascida

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Nos silêncios das noites cansadas

Nos silêncios das noites cansadas
no acordar das madrugadas
no amanhecer inquieto do dia
na agitação do mar
nas ondas revoltas do meu pensar
olho o mar furioso,galgando as dunas
tanta revolta,em altas vagas de espuma
ventos que sopram as folhas caducas
das vidas esmorecidas
brisa das manhãs sopradas pelo vento
ouço a tua voz nos meus sentidos
melodiosa,que me faz disparar o coração
no meu corpo,
flutuam desejos em torrentes
de te querer,mas as palavras,escondidas
que te quero dizer,jazem à espera to teu
sorriso, frágil como uma flor ao vento
onde o meu olhar tropeça
mas tu nem o vês

por ukymarques:
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Olhei a noite que chega de mansinho
no meu quintal,onde nasceu um limoeiro
esgalgado,que faz parecer que está sempre
esfomeado,vive debruçado sobre o telhado
à espreita de qualquer coisa,mas apenas
vê os gatos que correm alegres e brincalhões
parece que aquela balburdia toda,lhe serve de,
alimento,recusa-se a dar limões,
não tem capacidades físicas para tal,quando passo
por ele até finge que não me ouve,pois eu pergunto-lhe
sempre se está bem,não me responde,limitasse a ondular
alguns dos seus esgalgados ramos,em danças sensuais
eu fico ali parada muitas vezes, a olhar para ele,
pois não é, que lhe tenho um carinho muito especial
talvez seja o seu aspecto frágil,que me comove
porque não corto eu este limoeiro,estéril e esgalgado
penso no machado dando ferozes machadadas no seu tronco
tão fragil,que lhe sinto as suas dores,e a seiva  escorrendo
como fosse sangue,deixando aquele corpo tão indefeso
prostrado no chão,olho para ele,com ternura,passo as mãos
pelas suas folhas,e elas libertam um aroma tão intenso nas minhas
mãos
em sinal de agradecimento,por eu o tratar como um ser vivo,e com
respeito,e eu gosto muito,do limoeiro,esgalgado,que nasceu no meu
quintal:

por ukymarques:
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terça-feira, 4 de abril de 2017

Dentro do tempo

mais tarde ou mais cedo
o rio sempre corre por onde
ele quer
apressado ou lento ele sempre
corre para o mar,escutando as
braçadas de espuma a cantar
presa nos meus olhos
estão as  lágrimas que não quero
chorar,
no beiral do telhado
estão suspensos os ninhos,
das andorinhas que todos os anos
hão-de voltar
a noite há-de também chegar
com as suas sombras a dançar
no patamar
também eu irei ao espelho do meu,
rosto corrigir  pequenos desgastes
que a ferocidade do tempo causou
a leve aragem das manhãs enevoadas
sussurrando queixumes,à revelia dos
meus dedos, falésias de magmas,
a transviar-me os sentidos,perdendo-me
dentro do tempo


por uky marques:
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